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NA PONTA DO LÁPIS - trás ou traz?

É comum a permuta das palavras “traz” e “trás” na linguagem escrita, pois na falada não há uma maneira exata de saber qual dos dois termos está sendo utilizado.

Você já deve ter ouvido esta oração em algum lugar: O dinheiro trás ou não felicidade?
A resposta dependerá de cada um, mas vamos nos ater à gramática.

O termo “trás” (com acento e grafado com “s”) tem o mesmo significado de atrás, detrás. Tem função de advérbio de lugar, vem sempre acompanhado de uma preposição, formando com esta uma locução adverbial.

Exemplos: Ela olhou para trás e se arrependeu do que fez.
O menino surgiu de trás da moita.
Na coreografia você deve passar por trás do seu par e não na frente dele.

O termo “traz” (sem acento e escrito com “z”) tem o mesmo significado de conduzir, transportar, causar, ocasionar, oferecer. É a conjugação do verbo “trazer” na terceira pessoa do singular do indicativo ou na primeira pessoa do singular do imperativo.

Exemplos: Ele traz notícias boas para nós!
A água contaminada da enchente traz doenças à população, como a leptospirose.
Ele traz café da manhã todos os dias para mim.
Só dinheiro não traz felicidade a ninguém.

Retomando a pergunta em questão “O dinheiro trás ou não felicidade?” e de acordo com a análise do que foi exposto, observamos que o emprego da palavra “trás” está errada, pois não se trata de um advérbio e sim de um verbo. Veja quando substituímos pelo verbo “trazer”:

O dinheiro traz ou não felicidade? ou O dinheiro pode ou não trazer felicidade?

Ou ainda, na substituição de um similar do verbo “trazer”:

O dinheiro ocasiona (traz) ou não felicidade?
Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras

PAIS & FILHOS - piolhos

A mudança de estação é a época onde costuma-se aumentar os problemas com piolhos na sala de aula.
Ao contrário do que muita gente pensa, piolho não pula e não voa. Ele é transmitido pelo contato direto entre uma criança contaminada e outra. Exemplo: a troca de acessórios de cabelos entre as meninas, o coçar a cabeça e o piolho ou a lêndea ficar na unha e então num carinho ao colega deixar o "presentinho" no cabelo dele rsrs isso entre as crianças de pré escola por exemplo pode acontecer de forma muito ingênua, mas real. A troca de bonés, tocas ou chapéus de um coleguinha para o outro, enfim, como evitar o contato físico entre os pequenos? Não é essa uma missão impossível?

Essa é uma questão que vai muito além do "quem fica com a responsabilidade?"
Bem sabemos que toda criança em idade escolar está sujeita a receber piolhos, e a higiene familiar conta muito no tamanho da infestação da cabeça da criança. Não é porque lava o cabelo todo dia que está livre de infestar-se, mas entre as famílias com higiene precária, a proliferação do mesmo é muito maior, torna-se um caso de saúde!!!!A história é sempre parecida em todas as escolas pelo país a fora: "Eu cuido da cabeça do meu filho, mas o que fazer com as mães que não cuidam?"
No entanto, o que dizer da responsabilidade da escola no controle?
Algumas escolas alegam que não possuem responsabilidade sobre o assunto, que a escola não tem papel assistencialista, que o máximo que podem realizar é enviar bilhetes aos pais cujos filhos apresentem o problema, outras que não podem submeter a criança a situações vexatórias, de forma que mesmo que a cabeça do coitado esteja completamente infestada, não se pode mexer.
Existe situação mais vexatória do que a criança que fica completamente irritada a se coçar o dia todo dentro da sala de aula frente aos demais colegas?
Se os pais não se preocupam com o bem estar da criança nesta situação, a escola exime-se também de qualquer responsabilidade e espera-se que o problema da criança resolva-se por mágica?
O que você pensa sobre o assunto?
Como ele é tratado em sua escola?
Vamos conversar sobre o assunto?

ALFABETIZAÇÃO - letra Z



ALFABETIZAÇÃO - letra X


ALFABETIZAÇÃO - letra V


Produção de textos

A prática de produção de textos visa a uma apropriação de diferentes linguagens, partindo de propostas significativas, reais e constantes e deve ser entendida como um processo comunicativo e cognitivo realizado por meio de atividades discursivas e dialógicas.
Para tanto, é necessário que essa prática se realize em um espaço/tempo em que sejam consideradas as funções e a estrutura do texto, seja ele oral ou escrito, bem como as condições nas quais é produzido.
Os textos são, portanto, duplamente determinados: pelos sentidos do discurso que aparecem no próprio texto e pelas formas, significados e construções de um genero específico.
A superfície textual, o que está explícito em formas linguísticas, é um dos elementos da construção do sentido do texto; não é, todavia, o único. Para compreender a profusão de informações e efeitos de sentido que o uso da linguagem é capaz de produzir, temos, no nosso papel de coprodutores dos textos veiculados pelos sujeitos, que nos remeter aos elementos que circundam os atos de linguagem. A cena enunciativa propõe ou impõe elementos que são fundamentais à construção do(s) sentido(s) dos textos, da argumentação que se faz em torno das questões propostas pelo locutor ao seu interlocutor, dos jogos manipulativos que se dão através da linguagem. Cabe aqui uma referência às palavras de Bakhtin:
Essa orientação da palavra em função do interlocutor tem uma importância muito grande. Na realidade, toda palavra comporta duas faces. Ela é determinada tanto pelo fato de que procede de alguém, como pelo fato de que se dirige para alguém. Ela constitui justamente o produto da interação do locutor e do ouvinte [...] A palavra é uma espécie de ponte lançada entre mim e os outros. Se ela se apoia sobre mim numa extremidade, na outra apoia-se sobre meu interlocutor.A palavra é o território comum do locutor e do interlocutor. (Bakhtin, 2002 p.113)
O texto compreende em sua configuração a articulação entre elementos inter e intradiscursivos. Os elementos interdiscursivos referem-se à maneira como um determinado discurso estabelece uma interação com outros discursos, que se lhe opõem ou não.
Os elementos intradiscursivos, por sua vez, dizem respeito ao modo, como é estabelecida linguisticamente essa interação, ou seja, é o modo como é tecida a complexa rede de sentidos que constitui o texto.
O texto é uma síntese complexa de interação do discurso com ele mesmo e também entre interlocutores, que se tornam, desse modo, coprodutores daquele discurso, uma vez que desvelam, identificam, com base no nível intradiscursivo, inscrito na materialidade linguistica do texto, as contradições e/ou alianças interdiscursivas estabelecidas e desenvolvidas por eles em toda a extensão intradiscursiva.
Se é no texto que a linguagem se materializa em sua totalidade discursiva e concreta, a compreensão de texto leva a considerar, como Geraldi (1995 p;37), que para a produção de uma unidade textual é necessário que:
.se tenha o que dizer;
.se tenha uma razão para dizer o que se tem a dizer;
.se tenha para quem dizer o que se tem a dizer;
.o locutor se constitua como tal, enquanto sujeito que diz o que diz para quem diz [...];
.se escolham as estratégias para realizar.
Nessa perspectiva, é importante, desde o processo inicial de alfabetização, estimular os alunos a escreverem nas mais diversas situações discursivas, refletindo com eles a respeito dos seguintes aspectos:
.função da escrita;
.gênero textual;
.interlocutor;
.recursos linguisticos;
.recursos gráficos.
Compreendido isso será possível contribuir para a formação de produtores competentes, aptos a analisar o próprio texto e verificar se está ambiguo, confuso, redundante ou incompleto. E, ainda, constatar se está adequado ao interlocutor, ao objetivo a que se propõe, ao suporte textual, ao momento da produção, ou seja, ao contexto comunicativo.
Para escrever deve-se ter um objetivo: ter o que dizer, a quem dizer, para que dizer é uma condição prévia para o êxito da atividade de escrever. A produção não ocorre do nada. É preciso querer interagir, querer comunicar.

ALFABETIZAÇÃO - letra U


ALFABETIZAÇÃO - letra T



ALFABETIZAÇÃO - letra S


ALFABETIZAÇÃO - letra R


Análise linguistica

Para que se compreenda a relevância da prática de análise e reflexão sobre a língua, é importante reiterar a concepção de linguagem subjacente a esta proposta de ensino. Mais do que uma representação do pensamento ou um instrumento de comunicação, a linguagem é entendida como forma ou processo de interação humana (interação do sujeito com o mundo e com os outros). Nessa perspectva, "o domínio da língua, oral e escrita, é fundamental para garantir a participação social efetiva, pois é acesso à informação, expressa e defende pontos de vista, partilha ou constrói visões de mundo, produz conhecimento. Por isso, ao ensiná-la, a escola tem a responsabilidade de assegurar a todos os seus alunos o acesso a saberes linguisticos, necessários para o exercício da cidadania, direito inalienável de todos" (PCN, p.15).
O trabalho com o sistema alfabético, com o sistema ortográfico e com aspectos gramaticais é considerado instrumento de apoio para discussões e/ou reflxões sobre a organização funcional da língua, como meio de melhorar a qualidade da produção linguistica, tornando-se uma ferramenta essencial na importante e indispensável tarefa de revisao, reescrita e/ou reestruturação ou refacção de textos.
Segundo Geraldi (1997, p.74), "a análise linguistica não se limita à higienização do texto em seus aspectos gramaticais e ortográficos", pois uma série de elementos textuais pode ser reelaborada durante esse processo, por exemplo:
.as regularidades linguisticas dos gêneros;
.as especificidades de produção;
.as questões semânticas;
.a função do texto;
.o interlocutor;
.as questões ortográficas e morfossintáticas;
.a coerência e a coesão;
.os recursos expressivos (metáforas, discurso direto e indireto, paráfrases, pontuação, citações).
No entanto, em função das características desta fase da escolarização, é imprescindível que seja feito também um trabalho de análise da organização interna da palavra, destacando os padrões silábicos e as relações letra/som, por meio de atividades de troca, acrescimo e supressão de letras e sílabas. Em atividades dessa natureza, é necessário discutir o sentido das palavras, pois, dessa forma, contribui-se para a ampliação vocabular. É necessário não abrir mão de atividades que levem os alunos a observarem as propriedades do sistema alfabético, como a estabilidade, a ordem, as repetições, as combinações possíveis, a quantidade de letras e de sílabas orais, etc.
Isso não significa, de modo algum, relegar o sentido discursivo e dialógico da linguagem ao segundo plano. Trata-se de instrumentalizar o aluno para garantir também sua autonomia. Sem o domínio do sistema de escrita, a compreensão de seu caráter social e constitutivo pode até acontecer. Todavia, a liberdade ou independência intelectual, a capacidade de se governar por si mesmo, ,ainda estará comprometida.
Para um trabalho de língua voltado para essa perspectiva, o papel do professor é fundamental, pois como mediador competente, torna-se o responsável pela transposição didática, pelo processo de formação de um indivíduo capaz de dominar a língua, de compreender e respeitar suas variedades, sabendo escolher a mais adequada a cada situação concreta de comunicação.

ALFABETIZAÇÃO -letra H