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Pró Letramento Matemática 3


3. Ajudando seu aluno a conceituar números naturais
a) Atividades de contagem

Da mesma forma que uma criança aprende a falar enquanto fala (corretamente ou não), ela deve aprender a contar enquanto conta. Aproveite as muitas oportunidades que aparecerem em sala de aula para contar. Sempre que for significativo para os alunos, conte (e peça para que as crianças contem) alunos, lápis, brinquedos, etc. Extrapole os limites de contagem das crianças (por exemplo, se elas só contam até 10, introduza contagens com 15 ou 20 elementos). Não espere até que seu aluno tenha o conceito pronto para fazer contagens (isso seria como pedir que uma criança só falasse quando já soubesse falar corretamente).

b) Atividades estabelecendo relações entre coleções diferentes
Estas atividades (correspondência um a um entre os elementos de duas coleções) conduzem à comparação
de quantidades e preparam para o conceito de igualdade e desigualdade entre números.
Por exemplo: Distribua para cada aluno 6 canetas e 6 tampas de caneta. Pergunte: “Há mais canetas do que
tampas?”
Observe as estratégias utilizadas pelos alunos para comparar,pois algumas disposições espaciais podem causar dificuldades nos primeiros estágios. Peça, então, que os alunos retirem e coloquem as tampas nas canetas. Em seguida, repita a pergunta.
Repita este tipo de atividade, variando os materiais e as quantidades envolvidas, sempre permitindo que seus alunos desenvolvam suas próprias estratégias de comparação. Você pode usar, por exemplo: pires e xícaras, os próprios alunos e suas carteiras, pedras pequenas e pedras grandes, etc. Aos poucos, os alunos devem concluir que a quantidade de objetos é independente da forma e do tamanho (por exemplo: podem existir menos pedras grandes que pedras pequenas, embora, quando amontoadas, as pedras grandes ocupem um volume maior do que as pequenas).

c) Atividades lúdicas
Explore o gosto das crianças por jogos e brincadeiras para criar situações de aprendizagem.

Por exemplo: Jogo MAIOR LEVA

Para este jogo são utilizados 40 cartões, como ilustrado ao lado, que apresentam a representação numérica
e pictórica dos números de 1 até 10 (podemos também usar as cartas de um a dez de um baralho). Os cartões são divididos por duas crianças.Cada criança abre um cartão de seu monte e os valores são comparados. Quem tiver o maior valor, fica com os dois cartões. Em caso de empate, novos cartões são abertos e o aluno que tiver o maior número nesta nova rodada ganha os quatro cartões. Ao final do jogo, ganha quem tiver mais cartões. Crie variações deste jogo, usando novos cartões com números e representações pictóricas de cada valor para ampliar o limite numérico (até 20, por exemplo).

Tarefa 6



Releiam os episódios relatados na seção 2 - “A visão dos alunos”. Façam sugestões de ações da professora ou do professor que poderiam ajudar Alice, Mariana e Juliana a compreender melhor a representação numérica.

Nossas conclusões

Para preparar coletivamente um relatório deste dia de trabalho, não esqueçam de discutir:

􀀗 Pontos que merecem destaque, relacionados com as atividades realizadas (desafios, dificuldades, boas
idéias, sugestões, inovações, etc.);

􀀗 O produto coletivo das Tarefas Presenciais (TP);

􀀗 Uma breve avaliação do trabalho realizado.
 
Fascículo 1 - Números Naturais
Roteiro de trabalho individual
 


Nesta primeira quinzena, você vai continuar a explorar atividades que poderão ajudar seus alunos a compreender a representação numérica de nosso Sistema Decimal de Numeração. Você

O símbolo colocado mais à direita da representação significa quatro unidades ou quatro. O algarismo 5, colocado imediatamente à sua esquerda, significa:

· cinco dezenas, ou
· cinco grupos de dez unidades cada ou ainda
· cinqüenta unidades
O próximo algarismo à esquerda do cinco é o 3, que significa:
· três centenas ou
· 3 grupos de uma centena cada, ou
· 30 grupos de uma dezena cada, ou ainda
· trezentas unidades
O quatro, o cinqüenta e o trezentos somam trezentos e cinqüenta e quatro, e isto é o que o 354 representa. Para escrever números como este, apenas nove símbolos seriam suficientes.No entanto, se eu quiser escrever o número duzentos e três, não poderia escrever 23, pois estaria usando a mesma representação para duas quantidades diferentes. Esta é a representação que usamos para o número vinte e três (isto é: dois grupos de uma dezena e mais três unidades).
O número que queremos escrever tem 2 centenas, ou 20 dezenas (não sobram outras dezenas além daquelas que foram agrupadas em centenas) e tem ainda 3 unidades. Precisamos, então, usar um símbolo para representar o “nada”, a ausência de dezenas não agrupadas em centenas.
Quando escrevemos 203 acabamos com qualquer ambigüidade que pudesse existir entre a representação para duzentos e três e a representação de vinte e três. A figura ilustra como um material concreto (no caso, o material dourado) pode ajudar os alunos a compreender estas idéias.

Assim, além dos nove símbolos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, foi preciso acrescentar um símbolo para “nada”, para o zero (0). E, com apenas estes dez símbolos, qualquer número natural, por maior que seja, pode ser escrito em nosso sistema decimal e posicional.


É exigir muito das crianças que, só através da observação da representação simbólica dos números, consigam entender e analisar a necessidade de um sistema posicional. A compreensão do sistema de numeração, para o registro consciente de quantidades maiores do que 10, faz parte da construção do conceito dos números. A criança deve relacionar os símbolos 0, 1, 2, 3, 4, 5 ... 9 às quantidades que representam, ser capaz de ordenar estas quantidades, observando que o sucessor de um número tem sempre uma unidade a mais e compreender que estes mesmos algarismos são utilizados para representar todos os números naturais. Para isso, faz-se necessário um longo trabalho com material de contagem (palitos, canudinhos, pedrinhas, chapinhas, fichas, elásticos, caixinhas de vários tamanhos), com o qual ela possa fazer seus próprios agrupamentos e identificar os diferentes valores que um algarismo pode ter, dependendo da posição que  ele ocupa em um número.
TI 1



Selecione exemplos de trabalhos de alunos representando números. Comente-os e leve este material para discutir com o grupo de formação no próximo encontro.
Seção 2: Atividades para compreensão do sistema de numeração
Dê uma quantidade de palitos ou chapinhas maior que nove (fica a seu critério a quantidade), e peça às crianças que escrevam o símbolo que representa essa quantidade. Se, por exemplo, a quantidade for treze, crianças que ainda não assimilaram o significado da notação posicional  podem até escrever 13, mas tal representação, muito provavelmente, decorre de observações informais do dia-a-dia. Você pode perguntar:
- “Por que esse número tem dois símbolos?”
- “O que quer dizer o um à esquerda do três?”
As respostas serão informais e podem variar bastante de um aluno para o outro.
Mas a situação-problema está lançada, e cabe à professora ou ao professor auxiliá-los na descoberta. Coloque então vários palitos ou canudinhos (inicialmente menos do que 100) sobre uma mesa e dê elásticos ou pedaços de barbante para as crianças. Peça a elas para formarem grupos de dez palitos e depois
amarrarem cada grupo de palitos com um elástico.


Faça diversas situações dessas, aumentando e diminuindo a quantidade de palitos (mas nunca ultrapassando 100 palitos). Após cada contagem, a criança deverá  representar o que fez com desenho e anotar o resultado numa tabela como mostrado na figura. Durante atividades de construção de conceitos matemáticos, se a professora ou o professor quiser estimular a reflexão, o raciocínio lógico e a observação independente, ele deve fazer perguntas, para verificar a compreensão do processo de agrupar quantidades. Por exemplo:
- “Para fazer um “montinho”, quantos palitos devo ter?” (10)


- “Quantos palitos no máximo podem ficar sem amarrar?” (9)

- “Se tenho dez palitos, que devo fazer com eles?” (amarrar, formando um grupo)

Peça que eles arrumem cada quantidade indicada. Repita essa atividade diversas vezes, sempre variando a quantidade. Use inicialmente palitos e outros materiais, como tampinhas e fichas, e depois faça com desenhos – a etapa de “passar para o papel” é muito importante para o início do desenvolvimento simbólico.
TI 2
Vamos explorar etiquetas com valores como Ao mostrar estas etiquetas para os alunos, que perguntas você poderia fazer para ajudar seus alunos a observarem a diferença existente entre esses dois registros  numéricos de agrupamentos diferentes?
Depois de diversas atividades, como as descritas acima, volte à pergunta que deu início a todo esse processo, e compare a resposta que seus alunos são agora capazes de produzir com aquela que eles deram no momento inicial. Apresente o número 13 (ou aquele que você escolheu) e pergunte outra vez:
- “Por que esse número tem dois símbolos?”
- “O que quer dizer o um na frente do três?”
Lembre-se, no entanto, de que a verbalização de um processo mental nessa idade pode ser difícil, e permita que as crianças se expressem livremente, com suas próprias palavras.


também vai refletir sobre os conceitos das operações de adição e de subtração, porque é importante valorizar atividades que exploram estes conceitos através de ações concretas, e porque estas atividades devem preceder a aprendizagem formal das operações e das estratégias de cálculo, que serão estudadas no Fascículo 2.


Enquanto você estiver estudando, pare para refletir sobre as sugestões de atividades que você

pode utilizar em sua sala de aula. Vale a pena você adotar a postura de aluno e fazer, você mesmo,
as atividades que ainda não conhece. Trabalhe atentamente com cada tarefa individual (que, daqui por diante, chamaremos apenas de TI) proposta, anotando suas soluções e impressões.
No próximo encontro, você terá a oportunidade de discutir suas estratégias de resolução,
reflexões e questionamentos no grupo de trabalho.

Parte 1: O sistema de numeração decimal

Seção 1: O sistema de numeração decimal e a importância do zero


O trabalho das crianças que você analisou no primeiro encontro mostra que elas estão ainda no processo de compreender como representamos os números – esse é um processo de muitas etapas e que exige pensar em muitas estratégias. A primeira grande estratégia para contar e representar é o agrupamento. Formar grupos organiza o que deve ser contado, tornando mais fácil não esquecer objetos e evitando que um mesmo objeto seja contado mais de uma vez. A figura ao lado ilustra a importância desta estratégia. Em qual das duas configurações você acha que é mais fácil contar o total de palitos de fósforo?
Nosso sistema de numeração está baseado em uma estratégia de agrupamento: juntamos dez unidades para formar uma dezena, dez dezenas para formar uma centena, dez centenas para formar um milhar, e assim por diante. Esse sistema é chamado decimal exatamente pela escolha de agrupar de dez em dez.
O fato de que o mesmo símbolo pode representar quantidades diferentes é uma grande vantagem de um sistema posicional. Utilizando apenas dez símbolos (os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0) somos capazes de representar qualquer número natural. O valor representado por um algarismo vai depender de sua posição na representação, por isso, o sistema é chamado posicional. Esta não é uma idéia simples, tanto que demorou muito tempo para ser desenvolvida pela humanidade, e precisa ser bem trabalhada com os alunos.
Para desenvolver um sistema posicional, o algarismo para representar o zero (0) é de importância fundamental. Essa idéia é a “chave” do sistema posicional: afinal, para que serve representar o “nada”? A seguir, vamos discutir a força desta idéia. Examinando o sistema de numeração decimal, vemos que o significado de um símbolo depende da posição que ele ocupa. Observe o número trezentos e cinqüenta e quatro: 354.





Editando seus escaneados parte 1

De que adianta comprar uma coleção de livros didáticos com atividades maravilhosas, ter um scanner e não saber transformar um arquivo de imagem em documento de word?
Ou pelo menos tirar o número da página?
Ou usar somente aquele pedacinho que te interessou?
Ou fazer uma atividade de página inteira se transformar em meia folha para economizar papel sulfite e tinta da impressora?
Esses e outros procedimentos são simples (depois que você pegar prática) mas muitas vezes os caminhos que você precisa percorrer são como um túnel escuro sem luz.
Nesse e em próximos tutoriais, vamos ensinar você a usar as atividades que você tem nos livros aí da sua casa e preparar aquela aula que você quer de maneira simples e rápida, e quanto mais você treinar, mais prática você vai adquirir.

1. Editando documentos escaneados.
Se você tem um scanner e sabe utilizá-lo vamos dar apenas uma dica para você:
digitalize seus documentos na resolução 100.
É o mínimo e é o suficiente. Se você usar uma resolução  maior, seu documento vai ficar mais pesado, e você vai demorar mais tempo para digitalizar e editar, (dependendo das configurações e velocidade de seu computador).

Após a digitalização, vamos editar o documento no programa Paint.
Como encontrá-lo?
Todo computador que tem windows tem o Paint instalado.
para localizá-lo:
>>iniciar
>> todos os programas
>>acessórios

Aberto o programa, vamos à localização de sua imagem.
Para isso, use teclas de atalho no teclado: clicando em CTRL + O (junto) você abre a pasta abrir.
Pode chegar ao mesmo lugar clicando em Arquivo e em seguida abrir.
Eu vou usar como exemplo uma página de um livro pedagógico, (apenas para ilustrar os procedimentos):


Quando você vai escanear é muito difícil retirar o numero da página no escaneamento porque vai ter que perder um pedaço da folha que vai junto. Então fazemos esse procedimento no paint.
Você pode fazer isso por dois modos:
1.Utilizando a borracha:


é só clicar nela e aparece abaixo os tamanhos: veja, são quatro tamanhos de borracha, normalmente se usa o terceiro tamanho.
Após selecionada essa ferramenta, você clica em cima de onde quer apagar e segura clicado, e vai apagando. Simples né!
Ou você pode fazer essas correções com a caixa de texto branca:


Veja, você clica na caixa onde mostra o numero 1, depois em caixa com preenchimento onde mostra o numero 2 clica em cima do branco para que a caixa e a linha fique branco.
Esse processo é mais fácil para apagar áreas maiores.
Por exemplo, sabe aquela marca meio cinza que as vezes fica na lateral inteira quando você não segura direito o livro para escanear?
Com a caixa, você clica onde quer que ela começa, segura clicado e vai arrastando e apagando tudo isso.
Apaga também a paginação e muitas vezes, as respostas que tem nas atividades (dependendo da coleção).
Se depois de fazer esses procedimentos de correção você for utilizar a folha inteira, basta salvá-la clicando em CTRL + S (vai salvar onde ela está) ou pode selecionar a folha para passar para o word, clicando em CTRL + A e em seguida CTRL + C que significa (selecionar tudo e copiar).
Depois de selecionado e copiado, abra o documento de word e clique em colar que sua atividade vai automaticamente do paint para o word.
É nessa hora que se voce quiser que sua atividade de folha inteira se transforme em meia folha, primeiro você arruma o documento de word, mudando o layout e deixando em paisagem e depois inserindo duas colunas e quando você colar o escaneamento lá, fica já em meia folha.
Para aprimorá-lo basta então colocar uma borda simples, aquelas de linha clicando com o botão contrário (direito do mouse) e selecionando a opção borda. Depois copia a atividade com borda para colar no outro lado da folha.

atalhos do teclado:
utilizar atalhos do teclado é mais rápido do que usar o mouse.
Os atalhos do teclado mais usados no programa paint são:
CTRL + O = abrir
CTRL + S = salvar
CTRL + A = selecionar tudo
CTRL + C = copiar
CTRL + V = colar
são duas teclas que você segura junto, não é uma de cada vez, você aperta a tecla CTRL junto com a outra que precisa (A, O, C, V, S etc).

Os atalhos mais usados no word são:
CTRL + C = copiar
CTRL + V = colar
CTRL + B = salvar
CTRL + P = imprimir
CTRL+ shift(tecla com seta virada para cima) + F = abrir o menu de fontes
CTRL + shift + P = mudar o tamanho da fonte

restou alguma dúvida, escreva um comentário que lhe respondemos ao final dessa postagem que vamos te responder certamente.

Breve novas postagens sobre esse assunto...



Desenhos para colorir Turma da Mônica Natal 2

Mais alguns desenhos de Natal com a Turma da Mônica.
Em documentos de word, folha inteira, prontos para impressão.
Baixe no botão download ao final da postagem:













Ciências - saúde x parasitas

Abaixo alguns textos e atividades sobre a saúde, os cuidados que devemos ter e os vermes que podem habitar o corpo das pessoas:











Baixe em documentos de word, que você pode utilizar como está ou modificar clicando no botão download:




Projeto Jornal 7

Mais algumas atividades do projeto jornal:









Baixe em documentos de word, que você pode modificar caso queira, no botão download:




Pró Letramento Matemática 2

Apresentação do fascículo 1
Cara professora ou caro professor, antes de você iniciar o seu trabalho neste fascículo, gostaríamos de apontar alguns dos pressupostos deste material. Em primeiro lugar, acreditamos que a Matemática é parte essencial da bagagem de todo cidadão com atuação crítica na sociedade. Num mundo cada vez mais complexo é preciso estimular e desenvolver habilidades que permitam resolver problemas, lidar com informações numéricas para tomar decisões, fazer inferências, opinar sobre temas diversos, desenvolvendo capacidades de comunicação e de trabalho coletivo, sempre de forma crítica e independente. Em qualquer atividade, o cidadão vai encontrar situações nas quais necessitará compreender, utilizar e reconstruir conceitos e procedimentos matemáticos. Assim, a Matemática escolar tem um papel formativo, ajudando a estruturar o pensamento e o raciocínio lógico. Além disso é uma ferramenta útil e com uma linguagem de expressão própria, necessária a diversas áreas do conhecimento. Em especial, a temática deste fascículo – Números Naturais – tem, nos anos iniciais de escolarização, um papel central neste processo. Você vai notar que este material foi estruturado como uma conversa entre colegas de profissão que têm muito a trocar. Este fascículo não tem a pretensão de esgotar o tema, mas busca motivá-lo a repensar seus conhecimentos e sua prática de ensino para estes conteúdos. Ele foi elaborado com a esperança de contagiar você com nosso desejo de um ensino de Matemática mais eficiente, mais prazeroso para os alunos e que a nós, professoras e professores, forneça opções seguras e testadas para trilhar uma renovação sem muitos sobressaltos e incertezas. Esperamos, sobretudo, incentivá-lo a buscar novas oportunidades para continuar estudando e crescendo profissionalmente. Acreditamos também que as experiências iniciais de uma criança costumam ser determinantes para sua atitude e interesse pela Matemática por toda sua vida. Assim, ao iniciar seu aluno no estudo dos números,você tem em mãos uma grande responsabilidade, e esperamos que este curso possa ajudá-lo a refletir sobre sua prática, buscando sempre seu aprimoramento profissional. As idéias exploradas no Fascículo 1 são oriundas do curso Números Naturais – Conteúdo e Forma, desenvolvido pelo LIMC, um dos Centros da Rede Nacional de Formação Continuada de Professores da Educação Básica na área de Ciências e Matemática. Como dispomos de menos tempo para o tema neste programa, foi necessário fazer escolhas.Assim, procuramos selecionar alguns dos conceitos e idéias fundamentais que poderão ajudar seus alunos a construir uma base sólida para continuar seus estudos. No entanto, por sua importância, o ensino de Números Naturais vai sempre exigir de você muita reflexão e uma busca constante por melhores estratégias de ensino. A fim de que este material possa servir como fonte para você repensar suas aulas de Matemática, será necessário estabelecer um contato especial com as atividades sugeridas, explorando-as de diversos pontos de vista: como aprendiz, para perceber seu potencial de gerar interesse e compreensão; como professora ou professor, para perceber suas possibilidades didáticas e, finalmente, como educadora ou educador para repensá-las, adaptando-as à sua realidade. Esperamos ainda estimular uma mudança de olhar sobre a produção de seus alunos e ajudar na reflexão sobre uma nova forma de avaliação, pois esta não deve se limitar à mera conferência de resultados. Para tal, apresentamos atividades desenvolvidas por alunos dos anos iniciais, a fim de que você possa comentar seus erros e acertos. Para finalizar, lembramos ainda que a experimentação, seguida da reflexão e do debate, será o principal investimento feito durante o estudo deste fascículo em seu próprio aperfeiçoamento. Nossa meta principal é estimular uma reavaliação de sua compreensão de conceitos, gerando reflexão, autoconfiança e liberdade criativa. Mas tudo isso depende muito de você, professora ou professor. Bom trabalho! As autoras, Beth e Mônica

Roteiro de trabalho para o primeiro encontro
Nosso primeiro encontro
Pensando Juntos

Os números naturais estão presentes em nosso cotidiano e são utilizados com os mais diversos propósitos. Utilizamos os números para realizar contagens, ou seja, para responder a perguntas do tipo “quantos?” (“35 alunos”, “meu álbum já tem 148 figurinhas”, “tenho 7 reais a mais que você” etc.). O conceito de número ajuda ainda a identificar um objeto de uma coleção ordenada, respondendo a perguntas do tipo “qual?” (“o quinto andar”, “o décimo quarto na fila de espera”, etc.) Mas há outras aplicações em que a estrutura dos números naturais não é aproveitada; nelas,eles são usados apenas como um sistema eficiente de códigos. Nestes casos, apesar de chamarmos estes registros de números (número do telefone, número do ônibus, etc.) não faz sentido compará-los (dizer “meu número de telefone é maior do que o seu!” não tem nenhum significado prático). A construção dos números naturais pela criança é a base para a ampliação do campo numérico que a vida em sociedade exige, como os números inteiros e racionais. As experiências iniciais são muito importantes neste longo processo, e cabe à escola ajudar na construção do pensamento matemático da criança. Sua sala de aula deve ser um lugar especial, que dá boas-vindas à Matemática, enriquecendo e sistematizando as experiências vividas dentro e fora desse espaço. Os números em nossas vidas Exemplifique alguns outros usos de números no cotidiano.
Tarefa 1
Observem atentamente a ilustração,


que sugere uma forma de trabalho na sala de aula.Cada participante deve se apresentar aos colegas e contar ao grupo algo sobre sua atuação profissional que a observação da imagem tenha lhe feito pensar. Discutam outras formas de trabalho possíveis na sala de aula, façam um registro destas idéias, escolham uma delas e sugiram uma ilustração que a reflita. Vamos agora saber um pouco mais sobre nosso trabalho,lendo o Guia do Curso e discutindo sua proposta. Trabalhando em grupo


1. Texto para leitura - Os números e sua representação
Ninguém sabe exatamente quando foram inventados os primeiros registros numéricos; sabe-se, porém, que povos pré-históricos, antes mesmo de possuírem uma linguagem escrita, grafavam o resultado de suas contagens, ou então grafavam o próprio ato de contar. Não sabemos ao certo, mas podemos imaginar estórias sobre o uso primitivo de contagens – anteriores até mesmo aos primeiros símbolos grafados. Imagine um pastor de ovelhas, preocupado em não perder nenhum animal de seu rebanho. Assim, ao soltá-las no pasto pela manhã, ele colocava uma pedrinha em um saco para cada ovelha que saía do cercado. Ao anoitecer,ao recolher os animais, era só retirar uma pedra para cada ovelha reconduzida ao cercado. Se não sobrasse nenhuma pedra, todas as ovelhas estariam a salvo. Caso contrário, era hora de sair à procura de ovelhas desgarradas. Cada pedra restante no saco correspondia a uma ovelha que não havia retornado. Se tais pastores realmente existiram ou são apenas lendas, uma idéia muito importante em Matemática foi contada: associar uma pedra a cada ovelha, permitia ao pastor “conferir” seu rebanho e tomar providências, quando necessárias, para recuperar animais perdidos. Como a idéia de passar o dia carregando um saco de pedras não é das mais agradáveis, seria interessante trocar essas pedras por algo mais leve. Talvez por isso tenha surgido outra boa idéia – pensar que três ovelhas poderiam ser representadas por um registro gráfico, como I I I. Além disso, este mesmo registro serviria para três pássaros, três pedras ou qualquer outro conjunto de três objetos. Usar um mesmo registro para uma mesma quantidade de coisas diferentes (uma construção abstrata!) foi um grande avanço. O homem ainda se deparou, no entanto, com a necessidade de registrar quantidades cada vez maiores – um novo desafio, pois seus registros eram limitados (pedras,entalhes, partes do corpo humano, desenhos, etc.). O difícil problema a ser resolvido pelo ser humano foi, então, como designar números cada vez maiores, usando poucos símbolos? Esta tarefa foi cumprida com registros concretos e depois registros orais (fala) e por escrito. Muitas civilizações, ao longo da história, criaram seus próprios registros, até que se chegou à forma de grafar os números que utilizamos até hoje, um sistema posicional, denominado Sistema Decimal de Numeração,que vamos rever neste fascículo.
Esta conversa inicial sobre os números já nos faz imaginar que os homens passaram por várias etapas e dificuldades no desenvolvimento da Matemática. Sabe-se também que nem sempre as dificuldades e os impasses foram contornados ou solucionados com eficiência e rapidez. Um processo similar acontece com cada aluno, que vai reconstruir este conhecimento passando por erros e acertos.

Tarefa 2


O texto tratou de representações dos números. Além disso, vocês leram que nosso sistema é decimal e posicional. Agora, expliquem com suas próprias palavras o que esta afirmação significa. 2. O olhar dos alunos
Você já observou crianças pequenas contando? Quando contam uma coleção de objetos, “recitam” números, muitas vezes “saltando” alguns e repetindo outros. Se os objetos estão espalhados,elas costumam contar alguns objetos mais de uma vez e deixar de contar outros. Além disso,não é claro para algumas quando devem parar a contagem. Crianças neste estágio ainda não desenvolveram o conceito de número, mas ele está presente em suas vidas – e isso incentiva suas primeiras tentativas de contagem. As crianças levam para a escola essa “vontade” de contar que deve ser incentivada e explorada. A seguir, vamos relatar alguns casos que exemplificam diferentes etapas da construção do conceito de números pelas crianças.
Episódio 1
A professora deu um montinho de 6 fichas para Alice e um de 7 fichas para Daniel. A professora pergunta quem ganhou mais fichas. Alice e Daniel organizam suas fichas lado a lado, como você pode ver na ilustração, e respondem:

· Alice: “O Dani.”

· Daniel: “Eu! ... Tenho 7 e Alice só tem 6.”

Quando questionados sobre quantas fichas Daniel tem a mais do

que Alice, eles respondem:

· Alice: “Sete” (apontando para a ficha não emparelhada)

· Daniel: “Uma” (apontando para a mesma ficha)

Tarefa 3
Vamos analisar o trabalho de Alice. O que ela acerta? Por que ela erra?

Episódio 2


Juliana tenta escrever vinte e um, número ditado por sua professora.


2 􀀗 o dois é usado no vinte porque depois de um vem


dois. O 17, 16 e 19 são com um, então o vinte é com dois”
Observe que Juliana escreve errado o número 21, mas justifica, por comparação com outros


números, o uso do algarismo dois para escrever o vinte.
 
Tarefa 4


Vamos analisar o trabalho de Juliana. O que ela acerta? Por que ela erra?

Episódio 3
Mariana tentou escrever o ano de nascimento de sua mãe: 1972. Veja o resultado, e os comentários


dela:

􀀗“O zero – ele que dá o mil. O um – se ele não for


companheiro do zero, não fica mil – fica um”

Tarefa 5
Vamos analisar o trabalho de Mariana. O que ela acerta? Por que ela erra?


(atividades sobre esse assunto continuam na próxima postagem).

Baixe o conteudo desta postagem em documento de word clicando no botão download:



Ciências- corpo humano e células

Texto e atividades sobre o corpo humano e as céulas.
Indicado para turmas de quarto ano, porém, como estão em documentos de word, você pode modificar e utilizar o que vir a lhe interessar.
Baixe no botão download ao final da postagem.










Texto O peixe Pixote com atividades

Texto indicado para turmas de quarto e quinto ano, em documentos de word prontos para impressao.
Baixe no link ao final da postagem.