Estaremos postando nos próximos dias o material sobre pró-letramento na área de Matemática.
Os textos foram retirados da Apostila encontrada no site do MEC.
Ao final de cada postagem, você pode salvar o documento em word para imprimir e guardar.
Pró-Letramento
OO Pró-Letramento é um programa de formação
continuada de professores para melhoria da
qualidade de aprendizagem da leitura/escrita e
matemática nas séries iniciais do ensino fundamental.
O Programa é realizado pelo MEC com a parceria
de Universidades que integram a Rede Nacional de
Formação Continuada e com adesão dos estados e
municípios. Podem participar todos os professores
que estão em exercício nas séries iniciais do ensino
fundamental das escolas públicas.
O que pretende?
Os objetivos do Pró-Letramento são:
• Oferecer suporte à ação pedagógica dos professores das séries iniciais do ensino
fundamental, contribuindo para elevar a qualidade do ensino e da aprendizagem de Língua
Portuguesa e Matemática;
• Propor situações que incentivem a reflexão e a construção do conhecimento como
processo contínuo de formação docente;
• Desenvolver conhecimentos que possibilitem a
compreensão da matemática e da linguagem e seus
processos de ensino e aprendizagem;
• Contribuir para que se desenvolva nas escolas uma
cultura de formação continuada;
• Desencadear ações de formação continuada em rede,
envolvendo Universidades, Secretarias de Educação e
Escolas Públicas dos Sistemas de Ensino.
Por que Formação Continuada?
AA formação continuada é uma exigência nas atividades profissionais do mundo atual, não
podendo ser reduzida a uma ação compensatória de fragilidades da formação inicial. O
conhecimento adquirido na formação inicial se reelabora e se especifica na atividade
profissional para atender a mobilidade, a complexidade e a diversidade das situações que
solicitam intervenções adequadas. Assim, a formação continuada deve desenvolver uma
atitude investigativa e reflexiva, tendo em vista que a atividade profissional é um campo de
produção do conhecimento, envolvendo aprendizagens que vão além da simples aplicação do
que foi estudado.
Sendo assim, o Pró-Letramento em matemática foi
concebido como formação continuada de caráter reflexivo,
que considera o professor sujeito da ação, valoriza suas
experiências pessoais, suas incursões teóricas, seus
saberes da prática, além de no processo, possibilitar-lhe que
atribua novos significados à sua prática e ainda
compreenda e enfrente as dificuldades com as quais se
depara no dia-a-dia.
Não se pode perder de vista a articulação entre formação e
profissionalização, uma vez que uma política de formação
implica ações efetivas, no sentido de melhorar a qualidade
do ensino, as condições de trabalho e ainda contribuir para
a evolução funcional dos professores.
A dinâmica dos fascículos será desenvolvida
em três etapas:
EEsta parte do material impresso "fecha" o trabalho do fascículo anterior retomando todas as
atividades individuais realizadas anteriormente. Você deve aproveitar este momento presencial
para tirar dúvidas, comparar as tarefas realizadas com as dos colegas e refletir em grupo.
1ª Etapa: Pensando juntos
EEsta é a seção que abre o estudo de um novo fascículo e deverá ser realizada durante o
encontro presencial. Nesse momento, o grupo entra em contato com o conteúdo do fascículo e
aguça o interesse pelo estudo que irá ser desenvolvido na quinzena seguinte. Poderão propor
reflexões iniciais a respeito das atividades selecionadas para o trabalho individual. No
desenvolvimento o tema vai ser expandido a partir de referencias bibliográficas dispostas para
auxiliar na reflexão e análise.
2ª Etapa: Trabalhando em grupo
O roteiro de trabalho individual é destinado a um maior aprofundamento dos conteúdos
propostos e a questionamentos da própria prática educacional. Esse aproveitamento maior é
conseguido por meio de leituras e sugestões de atividades para o cotidiano na sala de aula. As
leituras suplementares e os sites indicados servirão como auxílio na discussão e elaboração dos
textos a serem produzidos como avaliação de cada fascículo e na resolução de problemas
propostos.
3ª Etapa : Roteiro de trabalho individual
Esta etapa constitui o "fecho" do encontro, tem momento de síntese, reflexão e produção
individuais e coletivas das atividades realizadas no decorrer do fascículo. Normalmente, esta
etapa ocorre antes de iniciar um novo fascículo, pois há uma necessidade de se perceber o
grau de aproveitamento do grupo.
Essas conclusões são compostas por apresentação dos principais temas e objetivos do estudo
presencial e a distância realizado pelo cursista.
Dessa maneira, a dinâmica dos fascículos tem em vista a reflexão em grupo; no "Pensando
Juntos", análises e orientações presenciais, no "Trabalho em Grupo", e aprofundamento das
atividades propostas, em "Roteiro de Trabalho Individual". As sínteses e relatórios estarão
presentes em "Nossas Conclusões" para que você exponha o aproveitamento das atividades
executadas.
Esperamos que tenha o maior aproveitamento possível do conteúdo apresentado.
Registrando seus Estudos
Como já foi dito nesta apresentação, o encontro presencial terá o objetivo de aprofundar as reflexões
em torno das atividades propostas. Dessa maneira, o primeiro momento de cada encontro
será determinado pela retomada de alguns pontos que provocaram dúvidas, incluindo uma
síntese das principais idéias que foram exploradas no fascículo, sejam elas conceituais ou
metodológicas. Entretanto, como faremos esta discussão? Será que você se lembrará de cada
dúvida e questionamento encontrados ao longo dos últimos quinze dias de estudo?
Propomos que organize um caderno ou uma
pasta com fichas para que possa construir seu
percurso de estudos. Esse material
possibilitará que você mesmo acompanhe as
dificuldades e avanços na aprendizagem que
possui. Escreva o que é visto e ouvido por
você, seja em seu grupo ou por seus alunos
quando estiver realizando alguma atividade
proposta pelo Pró-Letramento, organize seus
estudos individuais e outras situações de
aprendizagem. Assim construirá seu próprio
instrumento de avaliação. Releia sempre seus
registros, reflita e realize sua auto-avaliação.
É esse registro que servirá de base para o nosso encontro
presencial.
Nessas anotações você poderá registrar também suas próprias reflexões. Sem dúvida, em seus
estudos, uma série de questionamentos será suscitada e seu registro é de extrema importância,
pois evidenciará o percurso de trabalho feito por você mesmo. Isso é tão importante quanto o
registro das atividades propostas em cada fascículo.
A composição da sua valoração final em cada fascículo deverá considerar estes momentos de
sua trajetória no curso. Ao final de cada tema você terá em mãos todo o registro das atividades
propostas e este será um dos nossos instrumentos de avaliação. A avaliação do assunto, do curso
e sua auto-avaliação estarão, portanto, completamente vinculadas ao processo de estudo.
Agora é aprofundar as leituras.
Deixamos para você um artigo da Revista Veja, edição 1910, ano 38, nº 25, 22/06/2005, página
24. Leia e reflita sobre o tema.
Todas as profissões têm sua visão do que é felicidade. Já li um economista
defini-la como ganhar 20.000 dólares por ano, nem mais nem menos.
Para os monges budistas, felicidade é a busca do desapego. Autores de
livros de auto-ajuda definem felicidade como “estar bem consigo mesmo”,
“fazer o que se gosta” ou “ter coragem de sonhar alto”. O conceito de
felicidade que uso em meu dia-a-dia é difícil de explicar num artigo curto.
Eu o aprendi nos livros de Edward De Bono, Mihaly Csikszentmihalyi e de
outros nessa linha. A idéia é mais ou menos esta: todos nós temos desejos,
ambições e desafios que podem ser definidos como o mundo que você
quer abraçar. Ser rico, ser famoso, acabar com a miséria do mundo, casarse
com um príncipe encantado, jogar futebol, e assim por diante. Até aí,
tudo bem. Imagine seus desejos como um balão inflável e que você está
dentro dele. Você sempre poderá ser mais ou menos ambicioso inflando ou
desinflando esse balão enorme que será seu mundo possível. É o mundo
que você ainda não sabe dominar. Agora imagine um outro balão inflável
dentro do seu mundo possível, e portanto bem menor, que representa a sua
base. É o mundo que você já domina, que maneja de olhos fechados,
graças aos seus conhecimentos, seu QI emocional e sua experiência. Felicidade
nessa analogia seria a distância entre esses dois balões – o balão que
você pretende dominar e o que você domina. Se a distância entre os dois
for excessiva, você ficará frustrado, ansioso, mal-humorado e estressado. Se
a distância for mínima, você ficará tranqüilo, calmo, mas logo entediado e
sem espaço para crescer. Ser feliz é achar a distância certa entre o que se
tem e o que se quer ter.
O primeiro passo é definir corretamente o tamanho de seu sonho, o tamanho
de sua ambição. Essa história de que tudo é possível se você somente
almejar alto é pura balela. Todos nós temos limitações e devemos sonhar de
acordo com elas. Querer ser presidente da República é um sonho que você
pode almejar quando virar governador ou senador, mas não no início de
carreira. O segundo passo é saber exatamente seu nível de competências,
sem arrogância nem enganos, tão comuns entre os intelectuais. O terceiro é
“Uma definição de felicidade”
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encontrar o ponto de equilíbrio entre esses dois mundos. Saber administrar a
distância entre seus desejos e suas competências é o grande segredo da
vida. Escolha uma distância nem exagerada demais nem tacanha demais.
Se sua ambição não for acompanhada da devida competência, você se
frustrará. Esse é o erro de todos os jovens idealistas que querem mudar o
mundo com o que aprenderam no primeiro ano de faculdade. Curiosamente,
à medida que a distância entre seus sonhos e suas competências diminui
pelo seu próprio sucesso, surge frustração, e não felicidade.
Quantos gerentes depois de promovidos sofrem da famosa “fossa do
bem-sucedido”, tão conhecida por administradores de recursos humanos?
Quantos executivos bem-sucedidos são infelizes justamente porque “chegaram
lá”? Pessoas pouco ambiciosas que procuram um emprego garantido
logo ficam entediadas, estacionadas, frustradas e não terão a prometida
felicidade. Essa definição explica por que a felicidade é tão efêmera. Ela é
um processo, e não um lugar onde finalmente se faz nada. Fazer nada no
paraíso não traz felicidade, apesar de ser o sonho de tantos brasileiros.
Felicidade é uma desconfortável tensão entre suas ambições e competências.
Se você estiver estressado, tente primeiro esvaziar seu balão de ambições
para algo mais realista. Delegue, abra mão de algumas atribuições,
diga não. Ou então encha mais seu balão de competências estudando,
observando e aprendendo com os outros, todos os dias. Os velhos acham
que é um fracasso abrir mão do espaço conquistado. Por isso, recusam
ceder poder ou atribuições e acabam infelizes. Reduzir suas ambições à
medida que você envelhece não é nenhuma derrota pessoal. Felicidade
não é um estado alcançável, um nirvana, mas uma dinâmica contínua. É
chegar lá, e não estar lá como muitos erroneamente pensam. Seja ambicioso
dentro dos limites, estude e observe sempre, amplie seus sonhos quando
puder, reduza suas ambições quando as circunstâncias exigirem. Mantenha
sempre uma meta a alcançar em todas as etapas da vida e você será muito
feliz.
Stephen Kanitz é administrador por Harvard (
http://www.kanitz.com.br/)