ORGANIZAÇÃO DO BLOG

Foi iniciada hoje uma operação de organização do blog. Materiais serão separados, postagens sem link válido serão corrigidas e por isso algumas coisas serão postadas novamente e estarão no inicio do blog com marcação temática para facilitar a busca.
A localização das atividades serão mostradas em video no interior da postagem para facilitar seu acesso e consulta.
E você que ainda não viu vantagem em adquirir o acesso, vai ter a oportunidade de ver mais de perto quanto tempo perdeu buscando materiais por aí que estavam formatados e prontinhos para impressão em nossos discos virtuais.

PRO LETRAMENTO - Aula 6

Em primeiro lugar hoje quero comentar o sucesso das postagens sobre o Pro Letramento. As aulas tem sido muito acessadas mostrando que professores como você, entendem a importância do conhecimento em sua formação e para a melhora de seu trabalho pedagógico.
Nossas postagens objetivam a criação do habito de estudo, visto que este deve acompanhar o professor em toda a sua trajetoria profissional. Sabemos como a rotina muitas vezes é complicada, dois turnos na escola, filhos, família, marido... quando e como separar um tempo para ler e aprender algo?
Por isso as postagens dosadas, com leitura curta de no máximo 10 minutos é o ideal. As postagens estão sendo feitas de segunda a sexta-feira e quando finalizarmos a postagem da unidade de Pro letramento, vamos escolher outro trecho para estudo.


Desenvolver as capacidades necessárias para o uso da escrita no
contexto escolar:
(i) Saber usar os objetos de escrita presentes na cultura escolar

Há algumas aprendizagens que os alunos precisam desenvolver logo que entram na escola: saber manusear os livros – didáticos e de literatura infantil –, usar de maneira adequada os cadernos, saber segurar e manipular o lápis de escrever, os lápis de colorir, a
borracha, a régua, o apontador, a caneta, sentar corretamente na carteira para ler e escrever, cuidar dos materiais escolares, lidar com a tela, o mouse e o teclado do computador. Esses conhecimentos e capacidades são requisitados nas diversas práticas cotidianas de leitura e de escrita, dentro da escola e fora dela. Por isso, esse é um tópico da aprendizagem da língua escrita necessário tanto para que os alunos possam obter sucesso ao longo da vida escolar quanto para que eles possam participar plenamente da vida social extra-escolar.

Por exemplo, o professor ou a professora pode discutir com os alunos como usar os cadernos e cuidar deles, mostrando um caderno: passando suas folhas, falando sobre as “orelhas” e explicando como elas se formam.



Também se pode mostrar ao aluno o que pode acontecer quando ele põe mais força no lápis do que o necessário para se escrever na folha do caderno, apontando e marcando as linhas da folha
que servem de referência para escrever no caderno, etc. Nesses momentos, o foco para observação e análise junto com os alunos é o instrumento de escrita caderno e suas especificidades materiais, que definem a maneira de usar esse material escolar de escrita. 

Tudo isso voltará a ser o foco da atenção dos alunos quando eles forem utilizar, de fato, esse instrumento, escrevendo em sala de aula.


Desenvolver capacidades específicas para escrever

Escrever envolve trabalho cognitivo ou mental, raciocínio e planejamento. Mas o ato de escrever é, também, uma atividade motora, seja traçando letras na superfície de um papel, seja
digitando num teclado de computador. As atividades motoras precisam ser aprendidas e, na maioria das vezes, treinadas. O uso do material escolar de escrita – lápis, caneta, borracha,
corretivo, régua, teclado de computador – inclui, além das capacidades cognitivas, uma habilidade motora específica, que exige conhecimento e treinamento.

A aquisição dessa habilidade específica ultrapassa os limites da mera destreza motora quando é associada ao conhecimento da cultura escrita. Uma das mais importantes funções da escrita é
possibilitar a comunicação entre pessoas distantes ou em situações em que não é possível falar.

O que se escreve é para ser lido – pelos outros ou por nós mesmos, algum tempo depois. Se os alunos compreenderem isso, vai fazer mais sentido para eles esforçarem-se para conseguir uma
caligrafia legível e com boa apresentação estética, como também se empenharem na organização adequada da escrita nos cadernos ou nos diversos textos que produzirem.

Para escrever rapidamente e de modo legível, há técnicas específicas para isso, que envolvem um modo adequado de segurar no lápis ou na caneta e movimentos específicos para grafar
letras e estabelecer ligações entre elas. Para desenvolver essas técnicas, não precisamos de um período especialmente destinado ao trabalho com a psicomotricidade, pois essa dimensão
ligada à escrita pode ser desenvolvida quando se desenha, quando se organizam objetos na exploração de conhecimentos matemáticos e, mais importante, quando se escreve e se lê.
Assim, não faz sentido adiar o trabalho com a leitura e a escrita para, antes, “preparar” o aluno ou desenvolver sua “prontidão”. Pode ser, porém, interessante, em diferentes momentos, fazer
exercícios que auxiliem o aluno no desenvolvimento de sua caligrafia, “treinos” por meio dos quais exercite a capacidade de escrever por mais tempo, de progressivamente abandonar o uso
de linhas e pautas, de segurar o lápis durante muito tempo, e escrever adequada e repetitivamente letras e palavras de acordo com os movimentos que constroem uma caligrafia legível e eficiente.


Apropriação do sistema de escrita

Esta seção trata dos conhecimentos que os alunos precisam adquirir para compreender as regras que orientam a leitura e a escrita no sistema alfabético, bem como a ortografia da língua
portuguesa. São apresentadas aqui algumas capacidades importantes para a apropriação do sistema de escrita do português e que devem ser trabalhadas de forma sistemática em sala de aula.





Antes de passar aos verbetes, insistimos na idéia de que o desenvolvimento das capacidades lingüísticas que constam do Quadro 1 e do Quadro 2, bem como dos Quadros 3, 4 e 5, não
acontece de maneira estritamente seqüencial, mas sim simultaneamente, umas contribuindo para a aquisição das outras, e que, portanto, sua abordagem na sala de aula também deve ser concomitante, variando a ênfase, o grau de focalização.
Não se trata de conteúdos ou “matérias” a serem “dados” um depois do outro; trata-se de capacidades interligadas, necessárias ao domínio do sistema de escrita.

A leitura de hoje compreendeu apenas 3 páginas: 22 a 24
no entanto ressalta particularidades da linguagem escrita
que normalmente não fazem parte do curriculo e que muitas
vezes o professor não ensina, esperando que o aluno
já saiba, o que nem sempre acontece!
Vemo-nos amanhã :)



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