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Produção de textos

A prática de produção de textos visa a uma apropriação de diferentes linguagens, partindo de propostas significativas, reais e constantes e deve ser entendida como um processo comunicativo e cognitivo realizado por meio de atividades discursivas e dialógicas.
Para tanto, é necessário que essa prática se realize em um espaço/tempo em que sejam consideradas as funções e a estrutura do texto, seja ele oral ou escrito, bem como as condições nas quais é produzido.
Os textos são, portanto, duplamente determinados: pelos sentidos do discurso que aparecem no próprio texto e pelas formas, significados e construções de um genero específico.
A superfície textual, o que está explícito em formas linguísticas, é um dos elementos da construção do sentido do texto; não é, todavia, o único. Para compreender a profusão de informações e efeitos de sentido que o uso da linguagem é capaz de produzir, temos, no nosso papel de coprodutores dos textos veiculados pelos sujeitos, que nos remeter aos elementos que circundam os atos de linguagem. A cena enunciativa propõe ou impõe elementos que são fundamentais à construção do(s) sentido(s) dos textos, da argumentação que se faz em torno das questões propostas pelo locutor ao seu interlocutor, dos jogos manipulativos que se dão através da linguagem. Cabe aqui uma referência às palavras de Bakhtin:
Essa orientação da palavra em função do interlocutor tem uma importância muito grande. Na realidade, toda palavra comporta duas faces. Ela é determinada tanto pelo fato de que procede de alguém, como pelo fato de que se dirige para alguém. Ela constitui justamente o produto da interação do locutor e do ouvinte [...] A palavra é uma espécie de ponte lançada entre mim e os outros. Se ela se apoia sobre mim numa extremidade, na outra apoia-se sobre meu interlocutor.A palavra é o território comum do locutor e do interlocutor. (Bakhtin, 2002 p.113)
O texto compreende em sua configuração a articulação entre elementos inter e intradiscursivos. Os elementos interdiscursivos referem-se à maneira como um determinado discurso estabelece uma interação com outros discursos, que se lhe opõem ou não.
Os elementos intradiscursivos, por sua vez, dizem respeito ao modo, como é estabelecida linguisticamente essa interação, ou seja, é o modo como é tecida a complexa rede de sentidos que constitui o texto.
O texto é uma síntese complexa de interação do discurso com ele mesmo e também entre interlocutores, que se tornam, desse modo, coprodutores daquele discurso, uma vez que desvelam, identificam, com base no nível intradiscursivo, inscrito na materialidade linguistica do texto, as contradições e/ou alianças interdiscursivas estabelecidas e desenvolvidas por eles em toda a extensão intradiscursiva.
Se é no texto que a linguagem se materializa em sua totalidade discursiva e concreta, a compreensão de texto leva a considerar, como Geraldi (1995 p;37), que para a produção de uma unidade textual é necessário que:
.se tenha o que dizer;
.se tenha uma razão para dizer o que se tem a dizer;
.se tenha para quem dizer o que se tem a dizer;
.o locutor se constitua como tal, enquanto sujeito que diz o que diz para quem diz [...];
.se escolham as estratégias para realizar.
Nessa perspectiva, é importante, desde o processo inicial de alfabetização, estimular os alunos a escreverem nas mais diversas situações discursivas, refletindo com eles a respeito dos seguintes aspectos:
.função da escrita;
.gênero textual;
.interlocutor;
.recursos linguisticos;
.recursos gráficos.
Compreendido isso será possível contribuir para a formação de produtores competentes, aptos a analisar o próprio texto e verificar se está ambiguo, confuso, redundante ou incompleto. E, ainda, constatar se está adequado ao interlocutor, ao objetivo a que se propõe, ao suporte textual, ao momento da produção, ou seja, ao contexto comunicativo.
Para escrever deve-se ter um objetivo: ter o que dizer, a quem dizer, para que dizer é uma condição prévia para o êxito da atividade de escrever. A produção não ocorre do nada. É preciso querer interagir, querer comunicar.

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