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EM FAMÍLIA - a página em branco

O nosso método (que - a fim de distingui-lo de tantas outras tentativas modernas para criar novos tipos de escola - leva o nosso próprio nome), proporcionou-nos a oportunidade de descobrir, nas crianças, traços morais que ainda não tinham sido observados. Isto significa que surgiu diante de nós, "a imagem nova de uma criança incompreendida".
E é exatamente por esta razão que fomos levados a assumir uma ação social ativa a fim de podermos compreender melhor a criança e agir em sua defesa e no reconhecimento dos seus direitos. Por que há uma multidão de fracas criaturas humanas que vive em meio aos fortes sem ser compreendida - e portanto, sem que jamais a voz oculta das suas profundas necessidades de vida atinja o nível consciente da sociedade dos adultos- , tal fato representa praticamente um abismo de males insuspeitos.
Quando a criança, nas escolas onde nosso método é aplicado - que são locais de trabalho calmo, onde a alma reprimida expande-se e revela-se- mostrou-nos atitudes e possibilidades de ação prática inteiramente opostas, ou claro bastante distintas daquelas reconhecidas universalmente como próprias da infância, formos levados  refletir sobre a gravidade de antigos erros, cometidos inconscientemente contra a parte mais delicada da humanidade.
Os fenômenos que as crianças nos mostraram foram a revelação de um lado ainda oculto da alma infantil. A sua atividade revelava tendências jamais levadas em consideração nem por psicólogos nem por educadores.
As crianças não se dirigiam para as coisas que se supunha de seu agrado, como por exemplo os brinquedos; nem se interessavam por contos fantásticos. Antes de mais nada, procuravam tornar-se independentes dos adultos, em todas as ações que podiam realizar sozinhas. Manifestavam assim e com clareza o desejo de não serem ajudadas, a não ser em caso de extrema necessidade. E mostravam-se tranquilas, absorvidas e concentradas no trabalho, alcançando uma calma e uma serenidade surpreendentes.
Evidentemente, estas atividades espontâneas, que derivam das forças misteriosas da vida interior, tinham sido subjugadas e reprimidas pela intervenção enérgica e inoportuna do adulto, que acreditava fazer tudo pela criança, substituindo a sua atividade pela infantil e forçando a criança a submeter-se constantemente à sua iniciativa e ao seu querer.
Nós, os adultos, ao interpretarmos e tratarmos da criança, não nos enganamos apenas em algum detalhe da educação,ou em lguma forma imperfeita de escola, tom,amos um caminho inteiramente errado; e, por isso, se nos apresenta uma nova questão social e moral. Entre o adulto e a criança havia surgido um dissídio que perdurava, imperturbável, há séculos: hoje a criança abalou o equilíbrio social entre os dois termos em luta. É esta revolução que nos impele à ação,não apenas com relação aos educadores, mas para com todos os adultos - e, especialmente, os pais.
Maria Montessori
Em família, p 9,10

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