Mentiras e verdades:

Texro retirado do site: http://www.bcb.gov.br/?ecoimpext
Banco Central do Brasil
Essa é a verdade, não a que estão falando para os desinformados assistirem na televisão!



Setor Externo
NOTA PARA A IMPRENSA - 23.8.2010


I - Balanço de pagamentos - Julho de 2010
O balanço de pagamentos registrou superávit de US$1,8 bilhão em julho. As transações correntes foram deficitárias em US$4,5 bilhões, acumulando déficit de US$43,8 bilhões nos últimos doze meses, equivalentes a 2,24% do PIB. A conta financeira apresentou ingressos líquidos de US$6,5 bilhões no mês. Destacaram-se os ingressos líquidos de investimentos estrangeiros em carteira, US$5,8 bilhões, e diretos, US$2,6 bilhões.
A conta de serviços apresentou déficit de US$2,7 bilhões no mês, 85,8% superior ao registrado em julho de 2009. As despesas líquidas com transportes somaram US$525 milhões, com aumento de 24,6% na mesma base de comparação. A conta de viagens internacionais registrou despesas líquidas de US$1,1 bilhão, ante déficit de US$600 milhões em julho do ano anterior, com aumento de 47,1% nos gastos efetuados por brasileiros no exterior e redução de 1,5% nas despesas de turistas estrangeiros no País. Dentre os demais itens da conta de serviços, no mesmo período comparativo, destacaram-se as elevações nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos, 32,7%, computação e informações, 33,4%, e royalties e licenças, 11,6%. Houve declínio nas despesas líquidas com seguros, 57%. Os outros serviços registraram ingresso líquido de US$592 milhões, recuo de 25,7% na comparação com o ocorrido em julho de 2009.
As remessas líquidas de renda para o exterior totalizaram US$3,3 bilhões no mês, com redução de 2,2% em relação a julho do ano anterior. As saídas líquidas de renda de investimento direto somaram US$1,6 bilhão, resultado equivalente ao do período comparativo. As remessas líquidas de renda de investimentos em carteira atingiram US$1,5 bilhão, ante US$1,3 bilhão em julho de 2009. No mês, a despesa líquida de renda de outros investimentos somou US$314 milhões, com redução de 42,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. As despesas líquidas totais de lucros e dividendos atingiram US$1,8 bilhão, com crescimento de 4,5% no período comparativo, enquanto aquelas relacionadas a juros somaram US$1,5 bilhão, com redução de 9,5%.
As transferências unilaterais acumularam ingressos líquidos de US$197 milhões, com recuo de 39,3% na comparação com julho de 2009.
Os investimentos brasileiros diretos no exterior registraram retornos líquidos de US$505 milhões, compreendendo US$2,5 bilhões em aplicações líquidas em participação no capital, e US$3 bilhões de retornos líquidos de empréstimos intercompanhias concedidos ao exterior.
Os investimentos estrangeiros diretos somaram ingressos líquidos de US$2,6 bilhões. Os ingressos líquidos em participação no capital de empresas no País, incluídas as conversões em investimentos, atingiram US$2,6 bilhões, enquanto aqueles referentes aos empréstimos intercompanhias totalizaram US$70 milhões.
Os investimentos estrangeiros em carteira apresentaram ingressos líquidos de US$5,8 bilhões no mês. Os investimentos em títulos de renda fixa negociados no País e em ações negociadas no País e no exterior registraram ingressos líquidos de US$3,1 bilhões, montante equivalente ao de junho de 2010. Os bônus negociados no exterior totalizaram remessas líquidas de US$344 milhões, decorrentes de amortizações de US$305 milhões e ágios de US$39 milhões. Os investimentos em notes e commercial papers apresentaram ingressos líquidos de US$1,3 bilhão no mês, com captações de US$1,7 bilhão e amortizações de US$403 milhões. Os ingressos líquidos em títulos de curto prazo somaram US$1,7 bilhão em julho, comparados a US$715 milhões no mês anterior.
Os outros investimentos brasileiros no exterior resultaram em aplicações líquidas de US$6,1 bilhões em julho, compreendendo concessão líquida de empréstimos de curto prazo, US$6,4 bilhões, elevação de depósitos de bancos brasileiros no exterior, US$371 milhões, e redução de depósitos de demais setores, US$609 milhões.
Os outros investimentos estrangeiros no País registraram ingressos líquidos de US$3,5 bilhões em julho. O crédito comercial de fornecedores registrou desembolsos líquidos de US$2,1 bilhões, constituídos por ingressos líquidos nas operações de curto prazo, US$2,2 bilhões, e amortizações líquidas nos créditos comerciais de longo prazo, US$20 milhões. Os empréstimos aos demais setores apresentaram ingressos líquidos de US$1,3 bilhão, compostos por desembolsos líquidos de compradores, US$719 milhões, e organismos, US$41 milhões; e amortizações líquidas de empréstimos diretos, US$90 milhões, e de agências, US$53 milhões. Os empréstimos de curto prazo somaram ingressos líquidos de US$686 milhões.


II - Reservas internacionais


As reservas internacionais somaram US$257,3 bilhões em julho, US$4,2 bilhões superiores em relação ao estoque do mês anterior.
No mesmo período, a autoridade monetária comprou liquidamente US$1,5 bilhão no mercado de câmbio à vista. A remuneração das reservas gerou receitas de US$328 milhões, enquanto as demais operações externas, que incluem principalmente as variações de preços e de paridades, elevaram o estoque em US$2,4 bilhões.


III - Dívida externa

A dívida externa total estimada para julho somou US$235 bilhões, com elevação de US$10,2 bilhões em relação à posição estimada para o mês anterior. No mesmo período, a dívida de longo prazo totalizou US$185,7 bilhões, com aumento de US$2,7 bilhões, e a de curto prazo atingiu US$49,6 bilhões, com ampliação de US$7,5 bilhões.
Os principais fluxos que afetaram o estoque da dívida externa de longo prazo foram ingressos líquidos de títulos, US$970 milhões, e de buyers, US$719 milhões. Houve, ainda, incremento de US$1,1 bilhão derivado de variação por paridade.
Quanto à dívida externa de curto prazo, o acréscimo observado deveu-se ao aumento de US$5,1 bilhões nas obrigações em moedas estrangeiras dos bancos comerciais e à elevação de US$2,4 bilhões no saldo dos empréstimos diretos em moeda.

Quem conta uma mentira dessas "A divida externa foi paga" com a maior cara lavada do mundo, é capaz de mais o que???????

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