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Meio Ambiente (23) Desenvolvimento

RESPONSABILIDADE UNIVERSAL

A Terra é muito grande e nela vivem diferentes povos. Cada povo tem suas comunidades e sua cultura, que é a forma de vida das pessoas: como se vestem, o que comem, o que plantam, como convivem umas com as outras. Somos todos de diferentes lugares, mas temos necessidades iguais: alimentos, moradia, trabalho e qualidade de vida. Se não temos qualidade de vida, as outras necessidades ficarão comprometidas. Se todos temos as mesmas necessidades, devemos lutar para melhorar a vida de todo o planeta.

Se cada um cuidar bem do seu ambiente, haverá uma melhora em todo o planeta. Estamos todos unidos por um mesmo ideal: conscientização ambiental.

Desenvolvendo a consciência planetária estaremos desenvolvendo novos valores de vida que melhoram a convivência com todos os seres do planeta Terra. Para conseguirmos fazer isto é importante seguirmos alguns princípios, mas o que são princípios?

É preciso definir claramente os princípios que queremos e devemos seguir para alcançar um mundo justo e sustentável.
Trabalho com a
CARTA DA TERRA
(Responsabilidade universal) módulo 5

após a leitura, propor uma reflexão sobre a importância da mudança, da cooperação, do respeito, da união. Pedir que as crianças citem palavras que envolvam as idéias de solidariedade, a professora escreve as palavras no quadro, por exemplo: amor, amizade, caridade, esperança...
a professora faz uma divisão no quadro e pede para que os alunos digam palavras que significam justamente o contrário das outras que disseram e escreve no quadro.
Após, pede aos alunos que pensem sobre as palavras do quadro. Separa a sala em grupos e pede a cada grupo que crie uma história onde apareçam os dois conceitos, um bom e outro ruim.
Por exemplo: Maria juntou o lixo do chão e levou até a lata do lixo. Ela cooperou com a limpeza da escola. Juca foi lá e virou a lata derrubando todo o lixo no chão. Ele foi irresponsável.
A professora ou o professor vai auxiliando as crianças na construção de suas cenas. Ao final, cada grupo deve representar a história que criou para o restante da sala.



Os alunos da turma da Quarta série realizaram uma pequena encenação na própria sala de aula para mostrar aos companheiros o que foi explicado junto com o módulo 5:




O objetivo da encenação foi fazer com que os alunos se percebessem como alunos que colaboram com a limpeza da escola, de sua casa e de seu bairro, ou como alunos que fazem justamente o contrário. Essa auto-reflexão tinha o objetivo principal de mudança de atitude para aqueles que não estão agindo de maneira correta em relação ao meio ambiente.

PRINCÍPIOS DA CARTA DA TERRA

1. Respeitar a Terra e todos os tipos de vida. Todos os seres são interligados e cada forma de vida tem valor; acreditar na dignidade de todos os seres humanos, no seu potencial intelectual, artístico, ético e espiritual.
2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor. aceitando o direito de Ter e usar os recursos naturais, bem como o dever de impedir causar danos ao meio ambiente e proteger o direito das pessoas. Aqueles que mais sabem e mais estudam tem a responsabilidade de colaborar e dividir este saber com todas as pessoas.
3. Criar sociedades justas, participativas, sustentáveis e pacíficas garantindo os direitos humanos e as liberdades básicas para todas as pessoas, independente da classe social, dando a cada um a oportunidade de desenvolver seu potencial. Sociedades onde as pessoas tenham condições de vida: alimentação, casa, roupa, educação, saúde, e que sejam ecologicamente responsáveis.
4. Garantir a qualidade de vida na Terra para as atuais e as futuras gerações, reconhecendo a importância do cuidado com a Terra para que as atuais e próximas gerações tenham as mesmas condições de acesso à vida saudável.
5. Proteger a diversidade da vida na Terra. Proteger é uma ação de respeito. Devemos impedir todo tipo de desrespeito como maus tratos em geral ( pessoas, animais, plantas).
6. Prevenir problemas ao ambiente e ter muito cuidado. Evitar fazer as coisas que sabemos que estão erradas como poluir, queimar, consumir demais gastar muita energia, fabricar produtos prejudiciais. Assim estaremos prevenindo problemas.
7. Criar formas de produção, consumo e reprodução que protejam a vida na Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário. Produzir de forma moderada, consumir de forma moderada, informar as pessoas sobre o problema de ter muitos filhos e filhas.
8. Estudar sobre a vida na Terra e trocar experiência. Valorizar todos os tipos de conhecimento que contribuem para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
9. Acabar com a pobreza e resgatar os direitos humanos. Colaborar com o combate a fome e valorizar os alimentos evitando o desperdício.
10. Promover o desenvolvimento humano nas empresas e instituições. Que os empresários e as instituições que se posicionem em favor dos seus funcionários colaborando com a melhoria da qualidade de vida em todos os níveis.
11. Acabar com a discriminação contra as mulheres. Valorizar as mulheres evitando o desrespeito, pois elas são tão importantes quanto os homens.
12. Defender os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social. Eliminar a discriminação em todas as suas formas, como as baseadas na raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.
13.Fortalecer a democracia em todos os níveis. Que as políticas públicas façam valer os direitos e as necessidades dos cidadãos e cidadãs.
14.incluir na educação formal, (escola) e aprendizagem ao longo da vida ( em casa, na igreja na comunidade, no trabalho) os conhecimentos para um modo de vida que não prejudique o meio ambiente.
15. tratar todos os seres com respeito e consideração. Amar a todos os seres, pois todos são importantes e dignos.
16. promover uma cultura do respeito, da não violência e da paz. Respeitar diferentes culturas, diferentes religiões, diferentes idéias de forma que todos possam viver em harmonia mesmo que pensem de formas diferentes. Isto não é fácil, mas será possível se seguirmos estes princípios.




Estes são os pontos mais importantes do trabalho com a Carta da Terra, pois mostram quais são as ações que devem ser praticadas pelas pessoas em relação não só ao meio ambiente, mas em relação à vida e ao tratamento com as outras pessoas: com os nossos semelhantes.




Trabalho com a
CARTA DA TERRA
(princípios ) módulo 6

Este ponto da Carta da Terra apresenta os princípios que nortearão atitudes para a efetiva mudança. Propor uma reflexão sobre a importância dos princípios.
Dividir a sala em grupos e cada grupo recebe as seguintes tarefas:
1. procurar no dicionário o que significa a palavra princípio.
2. Criar um princípio para dentro da sala de aula.
Após realizada a atividade, verificar o que cada grupo fez, falar sobre a importância de termos princípios em nossas atitudes.
Ao terminarem a construção do conceito de “princípio”, a professora lê os princípios abaixo e abre para o debate após a leitura de cada um deles.


Os alunos realizaram a pesquisa no dicionário, debateram junto com a professora, e o princípio mais importante criado em conjunto com a professora diz respeito à boa convivência em sala de aula, mostrando que é importante respeitar o colega como a si mesmo. Ou seja, que devem tratar os colegas da maneira como eles gostariam de ser tratados por eles.

Os alunos do pré escolar realizaram uma atividade artística com a produção de um tucano (cada aluno fez o seu). Após tudo pronto o trabalho ficou assim:


O tucano é uma das aves encontradas no Parque Saint- Hilaire/Lange (nosso vizinho). E por estarmos assim tão próximos à ele, de vez em quando aparecem tucanos nas árvores da escola.

A turma da primeira série, realizou nova produção de texto. Desta vez o tema utilizado pela professora foi a árvore:



E a turma do pré escolar realizou uma atividade de contagem com o desenho abaixo: elas deveriam contar as borboletas e em seguida fazer um bonito colorido:

O grupo 2 continuou seus estudos com o texto abaixo:

PERIGO : LIXO!

Além de atrair insetos e pequenos animais transmissores de doenças e poluir nossos ecossistemas, o lixo pode causar morte do ambiente e dos seres que o habitam, inclusive o homem.

O resíduo industrial é um dos maiores responsáveis pelas agressões fatais ao ambiente. Nele estão incluídos produtos químicos e solventes químicos que ameaçam os ciclos naturais onde são despejados. Os resíduos sólidos são amontoados e enterrados; os líquidos são despejados em rios e mares; os gases são lançados no ar.

Assim a saúde do ambiente e consequentemente dos seres que nele vivem torna-se ameaça, podendo levar a grandes tragédias.


Lixo e reciclagem, São Paulo, 1993

Estudando o texto

O que é um ecossistema? Esta talvez pode ser a primeira pergunta que surge, não se assuste, o importante é estar preparado para responder qualquer pergunta que surgir, então vamos lá:

Ecossistema- conjunto integrado de fatores vivos e não-vivos que caracterizam determinado local.

Trocando em miúdos , é desde uma planta que serve de alimento para um inseto até um rio que abastece uma cidade inteira, é importante lembrar que o conceito de ecossistema também se aplica em cidades e não somente no campo ou florestas.

Bom, respondido a pergunta, faça uma roda com os alunos e comente sobre um rio poluído, o que é, por que é?

Faça questões sobre as causas em geral, mas depois retruque com perguntas como, é possível mudar este quadro?

O importante é fazer com que os alunos percebam que com suas ações podem piorar ou melhorar os ambientes em que vivem.




E os alunos da primeira série, realizaram nova produção de texto, desta vez falando sobre as flores:

O trabalho com a revista do Agrinho, recebeu especial atenção em todas as turmas onde foi trabalhada. Os alunos gostaram muito, e levando para casa, conversaram com suas famílias à respeito dos assuntos abordados. A revista esse ano graficamente falando estava mais atrativa aos alunos e principalmente a revista dedicada à Educação Infantil.

Abaixo, alguns momentos do trabalho:





Os alunos do grupo 2 tiveram contato com um texto muito interessante, escrito por Rubem Alves, à respeito do lixo:

LIXO
por Rubem Alves

Antigamente, quando se vivia na roça, lixo não era problema. Não havia plástico, latas, papel, detergentes, produtos químicos. Os restos de comida eram reciclados pelos animais, o mais notável dentre eles sendo o porco, que comia tudo que sobrava. A grande lei que diz que "nada se perde e nada se cria, tudo se transforma" bem que pode ter sido intuída por Lavoisier na contemplação de um porco que fazia o seu trabalho. Fezes e urina não eram
problema. Não poluiam. As bananeiras, plantadas em moitas perto das casas,
eram os lugares onde os humanos deixavam os seus detritos que, na verdade,
não eram; eram adubos. Lombos de porcos assados e bananas, num momento
anterior dos processos transformadores da natureza, haviam sido outras
coisas. O lixo estava estava integrado na circulação da vida.
Aí vieram as cidades. Nas cidades as coisas se complicaram. Não há moitas de bananeiras suficiente para todos. Daí a necessidade dos urinóis e
criados-mudo onde as fezes a e urina, outrora depositadas nas bananeiras,
eram colhidas e guardadas.
Como não havia serviço de coleta de lixo e as porcarias não podiam ficar estocadas de casa, o jeito era jogá-las na rua.
Descrições da Paris daqueles tempos são espetáculos dignos de telas
infernais de Bosch. Era muito arriscado andar pelas ruas. Nunca se sabia
quando o morador do segundo andar ia despejar os penicos pela a janela. Sem
ter condições para ser transformado, o lixo se amontoava, tornando-se as
delícias de bilhões de ratos e trilhões de baratas. A protestante Genebra,
sob o governo férreo de Calvino, foi a primeira cidade a imaginar e a
estabelecer um sistema de coleta de lixo. O hábito ficou. Em Genebra, ai
daquele que se atrever a jogar na rua uma bolinha de papel.
Aí veio a civilização tecnológica. As primitivas e malcheirosas "casinhas" se transformaram em banheiros limpos e perfumados.
Neles basta que se aperte um botão a e coisa feia desaparece magicamente, não se sabendo para onde vai. Já imaginaram as grandes cidades, São Paulo, Nova York, Hong- Kong, as milhares de toneladas de fezes e urina que diariamente são produzidas e desaparecidas ? Desaparecidas nada. Na natureza nada se perde...
Elas vão para um outro lugar. E as toneladas de papel, entulhos, plásticos, latas, garrafas, pneus, automóveis, montanhas de coisas que compramos e jogamos fora, detergentes, produtos químicos, resíduos industriais, fuligem, gases- tudo isso - todo dia- sem parar- sem que a natureza tenha condições de transformar- uma garrafa de plástico, em termos humanos, é praticamente eterna, indestrutível. Onde se colocar tudo isso ? As águas são as que mais sofrem. Joga-se um pneu no mar e vapt-vupt, a mágica está feita, não existe pneu. Ele some. Também os rios. Um menininho, olhando para um riachinho imundo que passa perto de Itaici, perguntou à sua mãe : "Mamãe, por que é que os rios têm de ser sujos?". Os rios não têm de ser sujos. Nós os
sujamos.
E ele ficarão cada vez mais sujos. Porque deixaram de ser rios e passaram a ser esgoto. Contemplar o rio Tietê e o Pinheiros é uma experiência de fim de mundo.
O problema do lixo só pode ser resolvido com medidas políticas e técnicas. O custo econômico é imenso e as dificuldades técnicas incalculáveis. Nesse campo falta-me competência e poder. Nada posso fazer.
O fato do lixo, entretanto, tem uma dimensão ética: a forma como eu,
individualmente, lido com o lixo, revela o cuidado (ou falta de cuidado) que
tenho para com o mundo que me cerca. O lixo espalha pelas praças, ruas,
jardins, a maneira natural de as pessoas irem jogando papel, latas e
garrafas por onde passam revela que elas não têm consciência do mundo em que vivem. Elas não sabem que a natureza é um extensão do seu corpo e que a vida acontece num processo constante de trocas entre o corpo e a natureza - o ar entra em mim, sai de mim, a comida entra em mim, sai de mim. Se a natureza se tornar veneno, o corpo morrerá. O que me dói mesmo não é ver as coisas que as pessoas jogam no espaço por onde passam. É ter consciência de que elas nem ligam, não pensam, não se importam.
Para mim, o ritual supremo do lixo acontecia na Unicamp, no dia "Dia da Universidade Aberta". Faz tempo. Nem sei se esse dia ainda existe. Era um
dia em que a universidade se abria para jovens de todo o Brasil; podiam
andar pelas ruas e gramados, visitar os institutos e faculdades. O "day
after" era o dia do lixo. Alêm do puro horror físico do espetáculo, o que se
via era o retrato da juventude que por ali passara. Ali estava o retrato de
como eles se sentiam frente ao espaço por onde andavam.
Depois fui visitar a cidade de Caruaru, Pernambuco, famosa pela sua feira e pelo delicado artesanato que lá se produz. Ali encontrei gente muito querida e sensível. Mas é preciso confessar que foi o lixo que deixou em mim a impressão mais forte. Voltei triste. Sacos de lixo espalhados por todos os
lugares . Pensei logo: se eu fosse prefeito daquela cidade o meu primeiro
ato seria convocar a população para que juntos, todos, fizéssemos um
mutirão de cata de lixo. Catado o lixo, o meu segundo ato seria convocar a
população para plantar árvores naquele cenário desolado. Árvores são sinais
de vida e de alegria. Penso, inclusive, que esse seria um programa digno de
qualquer prefeito.
Mas o choque maior que tive foi na cidade de Aparecida do Norte, lugar sagrado, santificado pela energia mansa da Mãe de Deus, que cobre o mundo com seu manto azul. Imaginei que os romeiros andariam por aqueles espaços com o mesmo respeito com que se anda dentro de um templo, pois o mundo todo, coberto pelo manto da Virgem, é sagrado, é templo. Mas o que eu vi me horrorizou. A sujeira era pior que a sujeira do "day-after" na Unicamp, pior que a sujeira de Caruaru. E aí fiquei sem esperanças, ao ver que as pessoas podem ser religiosas e não ter amor e respeito por esse mundo de Deus. Talvez porque elas, de tanto repetir uma certa reza, tenham aprendido que esse mundo é um "vale de lágrimas" onde os filhos de Eva vivem em desterro. Se o mundo é um lugar de castigo, então sujar o mundo é virtude...
Pensei então, que se eu fosse Papa, tomaria logo alguma providências.
Primeiro, criaria uma ordem religiosa cuja missão seria catar o lixo do
mundo. Ao lado das ordens que se dedicam a ensinar, das ordens que se
dedicam a cuidar dos doentes, das ordens que se dedicam a pregar, das ordens
que dedicam a orar, haveria uma ordem que se dedicaria a catar lixo. Por
onde que ela passasse, seria aquela felicidade: o lixo desapareceria.
Segundo, promulgaria uma encíclica em que o ato de sujar o mundo é elevado à condição de pecado capital. E os padres seriam instruídos no sentido de, ao ouvirem as confissões dos pecados dos seus fiéis, fazerem uma pergunta final obrigatória: "Meu filho, e quanto ao lixo ? Você tem jogado coisas de forma irresponsável nesse mundo que Deus criou para ser um jardim ? Que é que você tem feito para retirar o lixo do mundo ?"
E, por último, substituiria as penitências que geralmente são prescritas aos pecadores no confessionário. Ao invés de tantas rezas os pecadores teriam de catar sacos de lixo para obter o perdão para seus pecados. Seria comovente
ver, nas manhãs de domindo, senhores, senhoras e jovens irmanados na tarefa
espiritual e humilde de catar o lixo espalhado pelas cidades e pelos campos.
Acho mesmo que, os sujadores, ao verem isso, se cobririam de vergonha e se
arrependeriam dos seus pecados...
Nada foi pedido em termos de interpretação oral ou escrita aos alunos, apenas, a leitura desse texto foi realizada para uma reflexão individual sobre como era e como está a situação do mundo hoje. As crianças concordaram com a visão do escritor de transformar a questão do lixo em pecado e talvez assim, cada um comece a pensar e refletir melhor sobre suas ações em relação á preservação do planeta!
As atividades de leitura de texto, serão mais utilizadas, pois falta aos alunos, desenvolver suas capacidades de ouvir. Normalmente as crianças gostam de falar e pouco prestam atenção ao que lhes é dito. Desta forma, os alunos vão aprendendo que existe hora para falar e hora para ouvir e que não é em vão aquele ditado que diz que se temos duas orelhas é porque devemos ouvir mais do que falar!

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